O que visitar na capital do Irã

azadi tower

Como qualquer capital, Teerã não foge à regra: é meio caótica, tem muuuuito trânsito, uma grande população, mas tem vários atrativos que valem a visita para começar ou terminar uma viagem pelo Irã.

Eu passei um mês viajando pelo país persa e fiz exatamente isso, comecei e terminei minha viagem em Teerã porque meu voo foi via Istambul ida e volta. Se alguém me perguntar se gostei da capital do Irã, minha resposta é mais ou menos.

O trânsito foi o que mais me chocou. É super difícil atravessar qualquer rua, mesmo quando o sinal está aberto para o pedestre. É comum ver 3 ou 4 pessoas em cima de uma moto, todas sem capacete.

O trânsito em Teerã é bastante caótico

Sem falar que tem muita gente em todos os lugares e não estou falando de turistas, gente local mesmo.

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Bom, se você conseguir driblar tudo isso e focar nas belezas que a cidade tem, sim é possível curtir alguns dias em Teerã.

Logo que cheguei, fiquei 3 dias na cidade e no final, mais 2. Foram um total de 5 dias e deu para conhecer seus principais atrativos e pontos turísticos. Se você não tiver tanto tempo, recomendo ficar pelo menos entre 2 e 3 dias em Teerã.

Este são os lugares que visitei nos primeiros dias e compartilho com vocês o meu roteiro.

Golestan Palace
Esse belo palácio é um dos tantos Patrimônios da Humanidade que há no Irã. O enorme prédio foi construído na época da dinastia Safavid e depois virou um dos lugares mais simbólicos de Teerã para todos os que estiveram no poder durante os últimos séculos.

Construído entre os anos de 1524 e 1576 e renovado muitas vezes por outros imperadores, o palácio é o monumento histórico mais antigo da capital iraniana. É possível visitar algumas salas, mas na minha opinião a parte mais bonita são os jardins e os belíssimos azuelojs coloridos do lado de fora.
A estação de metrô mais próxima é Panzdah-e Khordad

Grande Bazar
Esse é o maior bazar de Teerã e alguns arriscam até a dizer que é o maior do mundo, tem 10 quilômetros!!! O bazar fica a poucos passos do Palácio Golestan. Nesse laberinto de lojinhas é possível encontrar de tudo: frutos secos, roupas, chás, perfumes, muitos souvenires, ouro, tapetes (é claro), temperos, bijouterias e por aí vai. Tudo separado por setores, o que facilita um pouco mais.

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Essa é uma das entradas do bazar
Das delícias que tem para vender por lá

O que achei mais legal é que os locais fazem compras mesmo aí, não é um lugar só pra turista ver. Pra mim, a graça dos bazares é entrar e sair sem mapa. Gosto de observar e caminhar sem rumo mesmo e me perder em cada esquina dos bazares.
A estação de metrô mais próxima é Panzdah-e Khordad

Embaixada americana
Essa embaixada, chamada pelos iranianos de centro de espionagem, tem uma história muito interessante. Em 1979, no início da Revolução Islâmica, um grupo de estudantes iranianos invadiu a ambaixada americana e manteve 52 diplomatas ali dentro durante 444 dias. Eles queriam que os EUA enviassem o Xá Mohammad Reza Pahlavi de volta ao Irã já que ele tinha fugido para os Estados Unidos e ficou vivendo lá no exílio.

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Entrada da ex embaixada americana

Desde esse momento, as relações diplomáticas entre o Irã e os Estados Unidos foram totalmente cortadas e só pioraram com o passar dos anos. Aliás, o Irã vive atualmente um grande embargo e tem muitas sanções econômicas por parte dos EUA, o que deixa a economia do Irã super fragilizada e quem mais sofre com isso é a população, como sempre.

Hoje em dia, é possível visitar a embaixada que não está lá muito conservada e fazer um pequeno tour ali dentro onde a história é contada, obviamente, pela ótica dos iranianos.

Eu fiquei desapontada com esse lugar porque achei que seria mais interessante e que teria mais coisas pra ver. Na minha opinião, se você não tiver muito tempo, não vale muito a pena visitar a embaixada. A única coisa que achei interessante são as pinturas anti-americanas nos muros ao redor da embaixada e isso pode ser visto do lado de fora mesmo.


O metrô mais próximo é Taleghani (linha vermelha).

Azadi Tower
Esse é um dos cartões-postais mais famosos de Teerã. Essa enorme construção, revestida em mármore, tem um formato arrojado, apesar de ter sido construída em 1971.

A palavra Azadi significa liberdade e essa obra foi feita para comemorar os 2.500 anos da monarquia persa.

Essa torre é muito importante e simbôlica para muitas gerações iranianas. Não deixe de subir até o último andar para ter uma vista super legal da região.


O metrô mais próximo é Azadi Square (linha vermelha)

Tabiat Bridge
Essa ponte foi um dos lugares que mais gostei de Teerã. Aliás, quando você chega lá parece que está em outra cidade. Essa obra lindíssima de 270 metros liga dois grandes parques, o Taleghani e o Abo-Atash, sobre uma larga avenida.

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Dali se tem uma vista privilegiada das montanhas ao norte da cidade que, dependendo da época do ano, estarão com neve no cume.

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A ponte que tem três níveis é a única grande obra inaugurada depois da revolução islâmica, que está no país já há 40 anos. A estação de metrô mais próxima da ponte é Shahid Haghani (linha vermelha). Dali são uns 15 minutos caminhando pelo meio de um parque e de uma floresta. Quando sair do metrô, não vá para o lado esquerdo, onde tem uma mesquita, você deve continuar reto.

Não tem muita sinalização para chegar, por isso é melhor usar o Google Maps ou o Maps.me para achar a ponte. A melhor hora do dia para visitar esse lugar é no fim da tarde, quando a temperatura já é mais agradável e como tem vários cafés e restaurantes ali, acaba virando um programa legal. Uma curiosidade bacana é que a ponte foi projetada por uma arquiteta iraniana de apenas 26 anos.
A estação de metrô mais próxima da ponte é Shahid Haghani (linha vermelha).

Museu da Revolução
Logo do lado da estação de metrô Shahid Haghani , tem uma mesquita bonita. Se você continuar reto, passando pela mesquita, vai encontrar o Museu da Revolução (Holy Defense Museum).

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Do lado de fora tem vários aviões, helicópteros e mísseis que foram utilizados durante a guerra entre o Irã e o Iraque, nos anos 80. Essa foi a última guerra em que o país participou e continua muito presente na memória coletiva. Eu não entrei nesse museu porque detesto esse tipo de assunto, mas confesso que achei um tanto quanto curioso e do lado de fora já é possível ter uma ideia do museu.
A estação de metrô mais próxima é Shahid Haghani (linha vermelha).

Onde se hospedar
A cidade está dividida em distritos, por números. Eu fiquei hospedada no Distrito 12, bem perto do metrô Darvazeh Dowlat (linha amarela e vermelha).

Gostei da região por estar próxima do metrô, por ser uma área residencial e perto de várias atrações. Fiquei 3 dias no Bibi Hostel  que é uma casa enorme, administrada por uma família super simpática.

Os quartos são bem confortáveis e grandes. O café da manhã é gostoso, estilo iraniano mesmo: melância, pepino, tomate, pão, ovo, queijo e chá. Os banheiros ficam do lado de fora dos quartos, mas são super grandes e em cada andar tem um. O estilo desse alojamento é mais para casais e famílias. É bem tranquilo.

Cantinho fofo do hostel

O Mohammad, o dono do hostel, é bem simpático e está sempre pronto pra ajudar e recomendar atrações turísticas de Teerã, explicar como chegar em cada lugar e até ajuda a montar um roteiro de viagem pelo país, se alguém precisar.

Bom, esses foram os lugares que visitei durante os dois primeiros dias que estive em Teerã. Fiz tudo de metrô que é bem fácil e prático de usar. Todos os lugares que listei aqui têm estações de metrô próximas.

No fim da viagem, deixei um dia específico para fazer um passeio pelo norte de Teerã, na região de Tajrish (última estação da linha 5).

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